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O Ceará tem apresentado um crescimento expressivo no uso do crédito com garantia de imóvel. Nos primeiros seis meses de 2024. No total, o volume de crédito imobiliário na área atingiu R$ 268,2 milhões, um avanço de 42% em relação ao mesmo período do ano passado. O ticket médio das operações foi de R$ 246,5 mil, evidenciando o interesse crescente por essa solução financeira, utilizada para finalidades como reformas, investimentos e pagamento de dívidas.

Essa modalidade de financiamento, conhecida como home equity, tem se tornado cada vez mais atrativa no Brasil, graças às suas condições diferenciadas. É possível obter até 60% do valor de um imóvel ou terreno como empréstimo, com taxas de juros que partem de 1,05% ao mês e prazos de pagamento que podem chegar a 20 anos. Apesar das vantagens, Sandro Gamba, diretor de Negócios Imobiliários do Santander, alerta para a importância de uma análise cuidadosa. “Planejamento financeiro é indispensável. É fundamental avaliar os custos mensais e a real necessidade do crédito antes de contratar”, recomenda.


Impacto no cenário nacional

O crescimento do crédito com imóvel como garantia não é exclusividade do Ceará. No primeiro semestre de 2024, a modalidade apresentou um avanço de 41% em âmbito nacional, movimentando R$ 4,6 bilhões, segundo dados da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança).

A aprovação do Marco Legal das Garantias (Lei 17.711/23) contribuiu significativamente para essa expansão. A nova legislação flexibilizou o uso de imóveis quitados como garantia em diferentes operações de crédito, ampliando as possibilidades para os consumidores.

Com o Marco Legal, os bancos conseguem oferecer condições mais competitivas, mesmo diante de um cenário de juros elevados

explicam especialistas do setor